Kile um Editor para LaTeX

Dados do Artigo
Dados do Artigo
Autores: 
Paulo Victor de Souza Aoki
Ikaro Rafael Tôrres Alves
Contato: 
Palavras-Chave: 
Kile, Istalação, TeXnicCenter
Tipo de Trabalho: 
Trabalho de Disciplina
Dados do Artigo: 
Trabalhos da Disciplina Cibercultura e Software Livre - Turma ARL107
Área de Conhecimento: 
Aplicações Livres

Introdução

 

Este artigo tem o intuito de documentar o procedimento de instalação e configuração da ferramenta Kile, além de explicar algumas definições que abrange a editoração em LaTeX. No final deste texto também contém um link para outro artigo de comparação do software Kile com outro similar.

  

O LaTeX

  

É um sistema de processamento de texto derivado do TEX (um programa desenvolvido originalmente em 1977 por Donald Knuth para ajudar aos autores a formatarem profissionalmente o seu trabalho, obtendo um trabalho semelhante a um tipógrafo).

 

O LATEX foi criado pelo Leslie Lamport para dar aos autores um tipógrafo automático, especialmente na árdua tarefa de formatar as fórmulas e expressões matemáticas, sem utilização de cifrões. Hoje em dia, os programas de processamento de texto permitem a qualquer utilizador ser o tipógrafo, mas o que normalmente precisa é de um documento apresentável, sem que tenha perdido horas tentando fazˆe-lo . O LATEX liberta-o desse fardo e permite a si pensar no documento, em detrimento da formatação. A ponto desse sistema ser visto com grande cepticismo por parte de utilizadores que começaram com sistemas WYSIWYG (What You See Is What You Get, os exemplos: Microsoft Word e o OpenOffice)

 

Aparentemente, é mais fácil criar um artigo sabendo logo como fica o produto final do que ter de pesquisar e aprender a usar certos blocos de código. No entanto, quando se trata de fórmulas matemáticas, perde-se muito tempo a tentar encontrar

 

uma solução agradável ou até mesmo a solução certa. Com ferramentas como o LaTeX, esse problema desaparece. Passado pouco tempo, os comandos são sempre os mesmos variando só as combinações. Ainda hoje muitas universidades americanas e européias exigem que seus alunos usem TEX ou LaTeX para apresentar suas teses, a fim de garantir que as fórmulas sejam representadas com exatidão ou que a qualidade tipográfica seja uniforme. Muitas publicações científicas também o preferem para a submissão de originais.

 

O sistema de formatação LaTeX é semelhante a outras linguagens de formatação como o: XML, que ´é usado para vários tipos de documentos ou o HTML, usado para as páginas Web. A idéia geral tem a ver com a utilização de palavras-chave especiais chamadas marcas ou tags, que dizem a um programa (um processador de texto, um navegador na Web ou o compilador
do Kile) como apresentar o texto.

 

O Kile oferece-lhe um conjunto razoável destas marcas no menu LATEX. Embora se tente dar ao utilizador uma boa idéia do que é o LaTeX, este documento é apenas uma introdução sobre o LaTeX. Se quiser aprender bem o LaTeX, poderá querer adquirir um livro na sua biblioteca. O escritor tem tido uma boa experiência com o A Guide to LaTeX do H. Kopka e P. W. Daly,
e continua a tê-lo na prateleira.

 

Como outras linguagens de formatação, o LATEX contém um preâmbulo, que define comandos globais como o tamanho do papel, a numeração das páginas e um conteúdo ou corpo, que contém o texto. O preâmbulo contém pelo menos o comando \documentclass e antecede o corpo do documento, que começa com o comando \begin{document} e é, previsivelmente, terminado pelo comando \end{document}.

 

Vantagens e Desvantagens sobre o uso do LaTeX

Como todo programa de computador, LATEX tem suas vantagens e desvantagens, bem como  um público-alvo para o qual ele faz sentido.

Vantagens

• Formatação de qualidade por padrão

• Liberta o autor para concentrar-se no conteúdo em vez da forma

• Facilidade para trabalhar com f´ormulas matemáticas

• Facilidade para trabalhar com bibliografias e citações

• Facilidade para trabalhar com referências cruzadas

• Geração automática e sempre correta de sumários, listas de tabelas, listas de figuras, etc.

• Facilidade para criação de índices remissivos (o pesadelo de todo escritor)

• Facilidade para criaçãao de glossários a partir de entradas no texto do livro

• Gerenciamento inteligente de notas de rodapé

• Facilidade para acrescentar notas `a margem

• Produção de PDFs sem custo

• Exportação para HTML através de programas como latex2html e tex4ht e para RTF (latex2rtf).

• Inserção automática de numeração sequencial de seções

• Gerenciamento fácil (por padrão) de diferentes estilos de página para capa, folha de rosto, índices, parte pré-textual, parte textual, páginas iniciais de capítulo, apêndice, etc.

• Gerenciamente fácil de documentos a ser impressos em ambos os lados do papel.

Desvantagens

• Requer aprendizado, sendo necessário pelo menos um mês de treinamento até que o usuário se sinta `a vontade. Iniciantes são fortemente recomendados a começar pelo uso do processador de textos LyX, que é uma interface amigável e gráfica para o LaTeX.

• A conversão para formatos populares (Word, OpenOffice) ou não existe ou é de baixa qualidade, gerando perda de parte do texto ou de formatação. Documentos escritos em LaTeX devem continuar como LaTeX ou, no máximo, ser convertidos para HTML.

• Quanto mais complexo o documento, mais complexos tornam-se os comandos empregados, ao ponto de as marcas de formatação parecerem ocupar quase tanto espaço quanto o texto em si (especialmente no caso de textos que usam muitas f´órmulas matemáticas e têm muitas referências). O aumento da complexidade piora ou impede a conversão para outros formatos, inclusive HTML.
• A instalação de fontes é particularmente difícil.

  

O Kile

  É um ambiente de desenvolvimendo integrado LaTeX para o KDE, ele permite que sejam usadas todas as funcionalidades do LaTeX em modo gráfico, facilitando e costumizando o acesso a todos os programas do LaTeX como compliladores, postprocessing, debbug, conversões e ferramentas de visualização; ainda possui vários wizards, interfaces com GnuPlot e XFig, e gerenciamento de projetos.

 Pascal Brachet, matemático francês e professor de uma escola secundária, criou o programa Texmaker, que possui basicamente os mesmos recursos das IDEs LaTeX encontradas no mundo Windows (normalmente proprietárias e com custo elevado). O programa mudou de nome mais tarde para kile e acabou sendo passado para outro mantenedor. O programa é feito com a biblioteca Qt e o kile é uma versão mais adaptada (e dependente) do ambiente KDE. O Texmaker continua existindo, mas como uma versão (bem semelhante e feita com a mesma biblioteca Qt) independente do KDE.

Configuração da Maquina Utilizada

Sistema operacional: Debian GNU/Linux 4.0

Sistema operacional: Windows XP Professional

Processador: AMD Athlon(tm) 64 Processor 3200+

Memória: 2GB

HD IDE: 150 GB

HD SATA: 200 GB

Instalação no Linux

Pré-requisitos

Para executar o Kile, necessita dos seguintes componentes instalados no seu sistema:

· Ambiente de Trabalho K (KDE): KDE é um popular ambiente de trabalho "open source".

· Qt: Qt é uma ferramenta de desenvolvimento em C++ necessária para compilar o Kile.

· LATEX: um programa de formatação de documentos de alta qualidade. O mais provável é que você tenha (ou queira) o pacote teTEX, dado que está num sistema semelhante ao Unix.

Pacotes opcionais:

· KDVI: Visualizador de DVIs do KDE.

· GnuPlot?: pacote de desenho científico.

· XFig: programa de desenho para o X.

Alguns destes itens poderão estar incluídos na sua distribuição de Linux; por favor veja a documentação da sua distribuição ou veja o CD ou DVD de instalação da mesma para adicionar estes pacotes ao seu computador.

 

O projecto Kile inclui vários pacotes binários do Kile para várias distribuições que poderão ser facilmente instaladas e executadas sem ter de compilada nada; verifique a página pessoal do Kile.

Instalação através do Source Code

Para se instalar através do source code, primeiro é necessário que todos os pré-requisitos sejam atendidos, depois é preciso fazer o download do mesmo através da página oficial do kile http://kile.sourceforge.net/download.php.

 

//downpage.png


Figura1:  Página Oficial de Download do Kile

 

No nosso exemplo utilizaremos a versão 1.9.3 (última versão), cujo arquivo correspondente é kile-1.9.3.tar.bz2, veja Figura1.

 

Supondo que o arquivo seja salvo em “home/smmusashi/download”, é necessário abrir um terminal e entrar nesse diretório usando o comando:

 

cd /home/smmusashi/download

 

feito isso será preciso descompactar o arquivo, cuja extensão é tar.bz2, isso se faz facilmente através do comando:

 

tar -jxvf kile-1.9.3.tar.bz2

 

Depois de descompactado, deve-se entrar no diretório criado com o comando:

 

cd kile-1.9.3

e digitar:

./configure --prefix=/path/to/kde

 

(a partir deste ponto, deve-se estar logado como root), onde “/path/to/kde” é o local onde o KDE está instalado, para descobrir é só dar o comando:

 

kde-config –prefix

 

no meu caso retornou:

 

/usr

 

de acordo com a Figura2:

 

//conf.png

Figura2:  Processo de compilação

 

Terminado o processo, utilizamos o comando:

 

make

 

              E após seu termino deste, o comando:

 

make install

 

Se correu tudo bem, o kile está instalado e pronto para ser usado no Kmenu -> Office -> Kile -> LaTeX Frontend, como na Figura3:

 

//menuk2.png

Figura 3: Menu do KDE

Instalação Através da ferramenta apt-get

 

Na distribuição Debian e seus derivados, encontra-se a ferramenta apt-get, esta é muito útil para a instalação de programas, pois resolve todas os problemas com dependências e instala o software desejado automaticamente.

 

Primeiramente será necessário abrir um terminal, depois logue-se como root e digite o seguinte comando:

 

apt-get install kile

 

esse será o maior esforço que o usuário terá que fazer.

 

Terminado o processo o kile estará instalado.

 

Após o termino aparecerá a seguinte tela, mostrada na aFigura4:

 

//apt_fim.png

Figura 4: Final da instalação via apt-get

 

 

Para instalar o idioma português, é só dar o seguinte comando:

 

apt-get install kile-i18n

 

//apt_port.png

 Figura 5: Instalação do idioma português, via apt-get

Instalação no Windows

Para a utilização completa do TeXnicCenter é necessário que algumas aplicações sejam instaladas.

É necessário que exista uma implementação para imprimir arquivos no formato PostScript. Sugerimos a utilização do GhostViwer. Ele pode ser obtido através do site http://www.mat.ufmg.br/~regi/latex/gsview29 . Para instalá-lo é necessário baixar dois arquivos (gs601w32 e gsv29w32). E na seqüência instala-los. Abaixo são apresentados os passos para a instalação.

 

Execute o arquivo “gs601w32.exe”. Irá aparecer a tela com o wizard de instalação (conforme Figura 6. Logo após clique no botão “SETUP”.

 

//graf1.png

 Figura 6: Instalação do Ghostscript

Na seqüência, irá aparecer a tela de configuração de diretório de instalação e atalhos (conforme Figura 7). É aconselhável manter as opções padrão e clique em “INSTALL”. Prossiga a instalação até o fim (a interface é bem simples e intuitiva).

 

//graf2.png

 Figura 7: Seleção do diretório para instalação do Ghostscript

Ao término da instalação anterior, execute o arquivo “gsv29w32.exe”. Irá aparecer a tela do wizard e clique em “SETUP” (conforme Figura 8).

 

//graf3.png

 Figura 8: instalação do GSview

 

Na seqüência, escolha o idioma de instalação (conforme Figura 9).

 

//graf4.png

 Figura 9: Seleção do idioma do GSview

Clique em “NEXT” para prosseguir com a instalação (conforme Figura 10). E siga as opções padrão até o final.

 

//graf5.png

Figura 10: Finalização da instalação do GSview

 

Para que as funcionalidades do LaTeX funcionem em ambiente Microsoft Windows, é necessário a instalação de um interpretador. Neste exemplo, sugerimos a instalação do MiKTeX. Ele pode ser obtido no site http://www.miktex.org/Setup.aspx . Faça o download do arquivo “basic-miktex-2.6.2704.exe”. Após o download, execute o arquivo e aparecerá a tela de wizard da instalação (conforme Figura 11). Marque a opção “I accept de MiKTeX copying condions” para aceitar os termos da licença. Clique em “AVANÇAR”. Siga as opções padrão da instalação, a interface é bem instuitiva.

 

//graf6.png

 Figura 11: Instalação do MiKTeX

 

Depois de instalados os pré-requisitos do TeXnicCenter, vamos instala-lo. Ele pode ser obtido no site http://www.toolscenter.org/downloads.html . Faça download do arquivo”TXCSetup_1Beta7_01.exe” e execute-o. Irá aparecer a tela de wizard de instalação. Clique em “NEXT” e siga as opções padrão (conforme Figura 12). A interface é bem intuitiva.

 

//graf7.png

 Figura 12: Instalação do TeXnicCenter

 

Faça download do arquivo de atualização do TeXnicCenter através do site http://www.toolscenter.org/downloads.html . Após o download, execute o arquivo “TxcSystemUpdate.exe”. Clique em “NEXT” e mantenha as opções padrão (conforme Figura 13).

 

//graf8.png

Figura 13: Atualização do TeXnicCenter

Por último, execute o programa TeXnicCenter através do menu “INICIAR -> Programas -> TeXnicCenter -> TeXnicCenter”. Irá aparecer a tela onde é necessário informar ao editor o diretório que contém os arquivos do interpretador LaTeX, o MiKTeX (conforme Figura 14). Informe o caminho “C:\Arquivos de programas\MiKTeX 2.6\miktex\bin”. Caso o diretório seja diferente, informe o escolhido durante sua instalação. Finalmente, clique em “AVANÇAR”. A instalação está completa.

 

//graf9.png

 Figura 14: Caminho da instalação do LATEX

 

Instalando a Hifenização em português:

 Windows

 

Entre no menu “Iniciar -> MiKTeX 2.6 -> Settings”, aparecerá a seguinte tela, mostrada na Figura15:  

 
 
 

 

 

 

//options.png

Figura 15: Opçães do MiKTeX

 

Depois selecione a aba “Packages”, em “Package repository” clique em “Change...” como na Figura16 abaixo:

 

//change.png

 Figura 16: Aba “Packages” do MiKTeX

 

 

Aparecerá a seguinte tela, mostra Figura 17:

 

//repository.png

 Figura 17: “Change Package Repository” do MiKTeX

Selecione a opção “Packages shall be instaled from the internet” e clique em “Avançar”. Aparecerá uma tela com os repositórios encontrados, selecione um do Brasil e clique em concluir, conforme mostra Figura 18.

 

//repository2.png

 Figura 18: Lista de Repositórios do MiKTeX

Após isso, será feito o download da database dos pacotes. Terminada essa etapa, em “MiKTeX Packages”, clique em “Language Support”, depois em “`Portuguese” e finalmente em “OK”, conforme mostra Figura 19.

 

//repository3.png

Figura 19: Instalação do Suporte a Idioma

 

Terminado esse procedimento a hifenização em português está pronta para ser usada.

 

Linux

 

Abra um terminal, logue com o root e digite o comando:

 

texconfig

 

aparecerá a seguinte tela, mostra Figura 20:

 

//hif_lin1.png

 Figura 20: Terminal executando o comando “texconfig”

 

Tecle “enter”, então aparecerá a tela abaixo, mostra Figura 21 com as setas do teclado selecione “HYPENATION” e pressione “enter”.

 

//hif_lin2.png

 Figura 21: Menu inicial do TeX setup Utility

 

Feito isso, devemos selecionar “latex” e teclar “enter”:

 

//hif_lin3.png

 Figura 22: Selecionando o formato de hifenização do LaTeX

Abrirá um arquivo texto, navegue nele até encontrar “português pt8hyph.tex”, após ela adicione “=portuguese” e “=brazilian”.

 

//hif_lin4.png

 Figura 23: Arquivo texto de configuração da hifenização

 

Feito isso pressione “ctrl + x” e tecle “y” e “enter” para confirmar a gravação do arquivo. Depois é só selecionar “EXIT” e teclar “enter” que a configuração está terminada, conforme mostra Figura 24.

 

//hif_lin5.png

 Figura 24: Salvando modificações da configuração da hifenização

 

Primeiro Documento

Estrutura

Um documento possui duas partes principais: o preâmbulo e o documento propriamente dito. O preâmbulo é a parte inicial, que contém as configurações globais do documento. Ele termina onde o texto do documento propriamente dito começa.

 

O texto do documento começa com o comando \begin{document} e termina com o \end{document}. O conteúdo do preâmbulo é a parte que menos varia: são sempre mais ou menos as mesmas opções, divergindo apenas em detalhes. Veja um documento de exemplo:

 

 

\documentclass[12pt]{article}
\usepackage[brazil]{babel}
\usepackage[T1]{fontenc}
\usepackage[utf8]{inputenc}%Para utilizar no Linux
%\usepackage[latin1]{inputenc}%Para utilizar no Windows(´e
necessário apagar o \%" do início dessa linha e colocar
no início da linha superior)
\usepackage{hyperref}
\usepackage{times}
\title{Exemplo de Artigo}
\author{Paulo Victor de Souza Aoki \and Ikaro Rafael Tôrres
Alves}
\date{\today}
\begin{document}

\maketitle
\newpage
\begin{abstract}
Aqui ´e onde devemos escrever o resumo.
Esse exemplo de artigo foi elaborado para dar uma pequena
no¸c~ao do potencial do \LaTeX, para o trabalho do Curso de
Administração em Redes Linux oferecido pela Universidade
Federal de Lavras.
\end{abstract}
\newpage
\tableofcontents
\newpage
\section*{Introdu¸c~ao}
Algum texto para encher espaço. O \LaTeX \ não respeita quebras de linha e interpreta qualquer bloco de texto como um parágrafo. Parágrafos são separados pelo salto de uma linha em branco. Mais ou menos assim.
\section{Primeira Seção}
Observe que algumas seções são numeradas, outras não, isso se deve por usar o \verb|\section*{}| ao invés do
\verb|\section{}|.
\section{Express~oes Matemáticas}
Um dos principais pontos positivos é a facilidade de se trabalhar com f´ormulas, por exemplo, podemos escrever
a seguinte equação:
\vspace{1.5cm}
$$x^2+3x^5-\sqrt{y^{12}}-\frac{\sqrt[8]{y^{x^3}}}
{\int^{a}_{b}x^4-y^7e^5}$$ \vspace{1.5cm}
Usando o comando \verb|$$x^2+3x^5-\sqrt{y^{12}}|
\verb|-\frac{\sqrt[8]{y^{x^3}}}{\int^{a}_{b}x^4-y^7e^5}$$|.
\end{document}

 Este documento acima é perfeitamente válido e será compilado com sucesso pelo LaTeX. Agora vejamos o significado das marcações utilizadas:
\documentclass : Escolhe o tipo de documento (artigo) e algumas opções básicas (tamanho do papel e da fonte). \usepackage:Permite incorporar conjuntos de definições específicas ao documento. Em nosso exemplo, quisemos incorporar os seguintes conjuntos:
• babel: Permite traduzir as etiquetas e os nomes de seções.
• fontenc: Permite selecionar o conjunto de caracteres utilizado, para que caracteres acentuados e outros especiais sejam corretamente exibidos.
• inputenc: Permite utilizar conjuntos de caracteres não-ASCII para escrever o documento, eliminando a necessidade de indicar os acentos, por exemplo, com marca¸c˜oes TEX do tipo \’{a}, que produz um ´a.
• hyperref: Cria hiperligações (“links”) entre as se¸c˜oes e o ´ındice.
• times: Substitui as fontes-padrão do LaTeX por “Times” e “Helvetica” (semelhantes a “Times New Roman” e “Arial”).
\title:Armazena o título do documento para futuro uso.
\author:Armazena o nome do autor do documento para futuro uso.
\date:Permite especificar a data impressa na primeira página. Caso você não inclua este comando o LaTeX imprimirá a data corrente. Caso você inclua o LaTeX não imprimir´a data na primeira página.
\begin{document}:Finaliza o preâmbulo e inicia o conte´udo do documento.
\maketitle:Imprime a capa (ou o cabeçalho da primeira página, dependendo do tipo de documento).
\begin{abstract}:Inicia o resumo
\end{abstract}:Fecha o resumo
\tableofcontents:Cria o sumário.
\section*:Cria uma seções cujo título não ser´a numerado e que, dependendo do tipo de documento usado, não aparecerá no sumário.
\section:Cria uma seção numerada.
\end{document}:Diz ao LaTeX que o documento acabou.

 Classes de documentos

“Class” é o nome dado aos modelos de documento disponíveis. Umadistribui¸c˜ao LATEX padr˜ao, como a teTEX cont´em pelo menos umas duas dezenas de classes. As principais são:
1. Classes Padrão do LATEX (convenções tipográficas anglo-americanas)
(a) “book”: para fazer livros.
(b) “article”: para fazer artigos (que podem ser, por sua vez, incluídos em um livro.
(c) “report”: para fazer relatórios, ensaios, e outros tipos de documento que, embora tão complexos quanto um livro, não precisam desperdi¸car tantas folhas em branco...
(d) “letter”: para fazer cartas.
(e) “seminar”: para fazer pequenos cursos.
(f) “slides”: para fazer transparências.
2. Classes Koma-Script (conven¸c˜oes tipográficas alemãs)
(a) “scrbook”: livros.
(b) “scrartcl”: artigos.
(c) “scrreprt”: relatários.
(d) “scrlettr”: cartas.
3. Classes AMS (convenções da Sociedade Americana de Matemática)
(a) “amsbook”
(b) “amsart”
4. lasses MW (conveções tipográficas polonesas)
(a) “mwbk”
(b) “mwrep”
(c) “mwart”
Você também pode encontrar muitas outras classes no CTAN7 e instalá-las.

 


 

Este documento acima é perfeitamente válido e será compilado com sucesso pelo LATEX.

 

Agora vejamos o significado das marcações utilizadas:

\documentclass:Escolhe o tipo de documento (artigo) e algumas opções básicas (tamanho do papel e da fonte).

\usepackage:Permite incorporar conjuntos de definições específicas ao documento. Em nosso exemplo, quisemos incorporar os seguintes conjuntos:

  • babel: Permite traduzir as etiquetas e os nomes de seções.

  • fontenc: Permite selecionar o conjunto de caracteres utilizado, para que caracteres acentuados e outros especiais sejam corretamente exibidos.

  • inputenc: Permite utilizar conjuntos de caracteres não-ASCII para escrever o documento, eliminando a necessidade de indicar os acentos, por exemplo, com marcações `TeX do tipo \'{a}, que produz um á.

  • hyperref: Cria hiperligações ("links") entre as seções e o índice.

  • times: Substitui as fontes-padrão do LATEX por "Times" e "Helvetica" (semelhantes a "Times New Roman" e "Arial").

\title:Armazena o título do documento para futuro uso.

\author:Armazena o nome do autor do documento para futuro uso.

\date:Permite especificar a data impressa na primeira página. Caso você não inclua este comando o LATEX imprimirá a data corrente. Caso você inclua \date{} o LATEX não imprimirá data na primeira página.

\begin{document}:Finaliza o preâmbulo e inicia o conteúdo do documento.

\maketitle:Imprime a capa (ou o cabeçalho da primeira página, dependendo do tipo de documento).

\begin{abstract}:Inicia o resumo

\end{abstract}:Fecha o resumo

\tableofcontents:Cria o sumário.

\section*:Cria uma seção cujo título não será numerado e que, dependendo do tipo de documento usado, não aparecerá no sumário.

\section:Cria uma seção numerada.

\end{document}:Diz ao LATEX que o documento acabou.

 

Dividindo o documento

Como você perceberá ao observar alguns dos modelos acima, um documento LATEX pode se tornar bastante grande se você personalizá-lo demais. Para evitar que o tamanho do arquivo se torne um fator prejudicial ao seu trabalho com ele, é recomendável dividir o arquivo em pedaços, construindo um arquivo-mestre que inclui vários arquivos "filhotes". Em meu tutorial sobre como fazer monografias com o LATEX há um exemplo bastante didático de como fazer isso. Resumidamente:

  1. Crie um documento qualquer chamado, digamos documento.tex.

  2. Na primeira linha do documento, inclua o comando \documentclass.

  3. A partir da segunda linha, inicie a inserção dos arquivos. Por exemplo: \input{preamble}. O preâmbulo (configurações) estará salvo no arquivo preamble.tex. O comando input insere o conteúdo do arquivo no ponto exato, sem adicionar quebras de página ou de linha.

  4. Insira os comandos \begin{document} e \end{document}. Entre eles coloque comandos \include referentes às partes do documento. O comando include sempre deixa uma quebra de página antes de inserir o conteúdo.

    Barra de Ferramentas Kile

    • Novo: começaa um novo documento.
    • Abrir: abre um novo documento.
    • Fechar: fecha o documento.
    • Definir o documento como mestre: este é usado quando se lida com vários ficheiros. Se tiver um documento-mestre, poderá lidar mais facilmente com outros ficheiros .tex incluídos no seu documento.
    • Construção Rápida: compila o seu código de LATEX e mostra os resultados automaticamente, a menos que tenha erros de código.
    • Modo de vigia de ficheiros: este modo irá ”vigiar”as alterações no ficheiro DVI e não irá lançar nenhuma sessão nova do KDVI após a
    Construção Rápida.
    • Ver o ficheiro de registo: vê o ficheiro .log, onde poder´a localizar erros.

    • Erro anterior: recua no ficheiro .log e assinala os erros no código.
    • Erro seguinte: avança no ficheiro .log e assinala os erros no código.
    • Parar: para a função actual.
    • LaTeX: executa o LATEX sobre o documento activo.
    • Ver DVI: inicia o visualizador de DVIs.
    • DVI para PS: converte o ficheiro DVI para PostScript (PS).
    • Ver PS: iniciar o visualizador de PostScript (PS).
    • PDFLaTeX: cria um PDF do documento LATEX se tiver um cabeçalho
    LATEX.
    • Ver PDF: ver o arquivo PDF.
    • DVI para PDF: converte um DVI para PDF.
    • PS para PDF: converte um PS para PDF.
    • LaTeX para HTML: cria c´odigo HTML do documento LATEX.
    • Ver HTML: vˆe o HTML criado.
    • Pesquisa Normal do Kdvi: salta para a p´agina que corresponde `a linha
    actual no editor.

    Se você olhar para a barra de ferramentas Editar, irá reparar em três sub-menus. Estes menus foram desenhados para você ser capaz de adicionar certas funcionalidades comuns ao seu documento. A primeira lista é usada para dividir rapidamente o seu documento por partes, capítulos, seções e assim por diante; os comandos disponíveis para adicionar segmento ao seu código-fonte de LATEX são:
    • part: o nível mais elevado de seccionamento de um documento.
    • chapter: cria um novo capítulo.
    • section: cria uma nova seção.
    • subsection: cria uma nova subseção.
    • subsubsection: uma seção secundária entre a subseção e o parágrafo.

    • paragraph: cria um novo parágrafo.
    • subparagraph: cria um novo sub-parágrafo.
    A lista chamada label é usada para inserir itens no seu documento, como índices, notas de rodapé e referências; os comandos disponíveis são:
    • label[26]: um comando que produz uma legenda para um capítulo, uma figura ou outro elemento.
    • index: cria uma entrada no índice.
    • footnote: adiciona uma nota de rodap é ao documento.
    • ref[27]: ´e usado para se referir a uma legenda predefinida, a qual poderá escolher numa lista.
    • pageref: tal como o ref, mas referindo-se a uma página em vez de um elemento da estrutura.
    • cite: cria uma referência com dados de uma bibliografia.

Figura 25: Menu Label

 

Ao usar o cite, ser´a apresentada uma lista de itens bibliogr´aficos, mas se estiver usando o BibTEX isto só irá funcionar se o ficheiro pertencer a um projeto. Poderá também usar o gBib ou o pyBliographer, ou fazê-lo.

Figura 26: Seleção da Legenda de uma Referência

 

A última lista chamada pequena é usada para indicar o tamanho do texto. Poderá definir o tamanho do texto principal, das notas de rodapé e assim por diante. Os comandos disponíveis são:
• tiny: o mais pequeno.
• scriptsize: muito pequeno.
• footnotesize: mais pequeno.
• small: pequeno.
• normalsize: normal.
• large: grande.
• Large: maior.
• LARGE: ainda maior.
• huge: muito maior.
• Huge: o maior.

Apostila confeccionada no Kile.

Segue se um exemplo de apostila que contém procedimentos de instalação, configuração de hifenização e introdução ao LaTeX.

Download: Kile.pdf

 

Comparativo entre Kile x TeXnicCenter

 
 

 

 

Comentários

Valeu pelo trabalho é de

Valeu pelo trabalho é de grande ajuda para quem esta iniciando no LaTeX, algo que pouco sei e estou aprendendo de pouco em pouco.